quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Hermenêutica - Eduardo C. Feltraco

HERMENÊUTICA

Hermenêutica bíblica pretende estudar os princípios da interpretação da Bíblia enquanto uma coleção de livros sagrados e divinamente inspirados. No Cristianismo, esta interpretação é estudada e obtida através da exegese. A hermenêutica bíblica abrange a relação dialética que visa substancializar os significados dos textos bíblicos para aproximar o mesmo da realidade fática, na qual se vislumbra o esclarecimento por meio da Bíblia. Em verdade, a hermenêutica bíblica não deve se afastar do texto bíblico, bem como não se abstém da problemática inicial do hermeneuta. O principal objetivo da hermenêutica bíblica é o de descobrir a intenção original do autor bíblico. No caso dos textos da Bíblia, o leitor, ao menos racionalmente, não tem acesso direto ao autor original. Por isso é necessário aplicar princípios da hermenêutica (a ciência da interpretação) ao texto bíblico.

Além do fator de separação pessoal entre o leitor atual e o autor original, há outras barreiras para a compreensão. Os últimos e mais recentes livros da Bíblia foram escritos há cerca de dois mil anos. Além da distância de tempo, há diferenças de idioma, pois a Bíblia foi escrita originalmente em hebraico, aramaico e grego. Há ainda diferenças culturais e de costumes que separam os leitores atuais dos autores originais da Bíblia.

Basicamente, há apenas 2 métodos de interpretação da Bíblia:

Método alegórico: Cada pessoa atribui o sentido que preferir às palavras de Deus, de modo que a autoridade final fica sendo o homem, e não Deus!

Método literal-gramatical-histórico [dispensacional]: " Quando o sentido simples da Escritura faz senso comum, não procure nenhum outro sentido; portanto, tome cada palavra no seu significado literal - usual - ordinário - primário, a não ser que os fatos do contexto imediato, estudados à luz de passagens relacionadas e de verdades axiomáticas e fundamentais, claramente indiquem o contrário."(D. L. Cooper).

Com a interpretação alegórica, o interpretador faz a Bíblia ensinar qualquer coisa que ele quiser. Com interpretação alegórica, vai-se à Bíblia para torcê-la de modo a dizer o que o homem quer, é Deus que tem que se dobrar ao homem e não este a Deus.

Vejamos então alguns princípios, e os abordaremos ao decorrer deste estudo, muito usados para definir e caracterizar a hermenêutica e a exegese dentro da história e dos princípios bíblicos. Não esquecendo de lembrar que o foco principal da Bíblia é o arrependimento em Jesus Cristo feito pelo Espírito Santo que veio da parte de Deus Pai.
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ATENÇÃO!

Está curioso para saber, ler e estudar o resto deste material? Se inscreva já no Projeto Nação Metanoia da página Apologética Teísta. Lá iremos disponibilizar, a partir do segundo semestre de 2016, com preço simbólico, uma apostila de Apologética Cristã e Teísta com os 50 temas básicos que regem a apologética, para defendermos com mais simplicidade a nossa fé e sem nos preocuparmos com mentiras ateístas. Ainda teremos artigos interlineares (50) de pessoas sábias para lhe oferecer argumentos mais plausíveis.

                Abaixo você encontrará uma síntese de como se inscrever para este curso e todos os temas nele abordados.

Inscreva-se com os diretores do Projeto:

Nível 1
Soteriologia, Hermenêutica, Homilética, Exegese, Teologia do Novo e Antigo Testamento, Missiologia, Escatologia, Fé e razão, Igreja primitiva.
Nivel 2
Antropologia e Psicologia, Filosofia básica, Particularismo x Pluralismo, História do Cristianismo, Leis espirituais, Moralidade e Ética Consciente, Educação cristã e Eclesiologia, Evangelismo e Apostolado, Seitas e Heresias básicas, Liberalismo x Conservadorismo.
Nível 3
Confiabilidade e veracidade bíblica, Bibliologia, O ego e o ateísmo, Historicidade e Arqueologia Bíblica, As evidências de um Criador, Criacionismo e a natureza, Evolução um fato?, Espírito Santo e o agir de Deus, Dízimo e oferta, O Ser e os seus rastros.
Nível 4
Cientificismo, Naturalismo e Uniformitarismo, Metafísica e Metapsicologia, Psicanálise Cristã, Porque Deus permite o mal e o sofrimento?, Enigmas ateístas, Mitologia, Inconsciente ateísta e a psicopatologia, Criacionismo x Evolucionismo, Biologia e a sincronia.
Nível 5
Teoria do Design Inteligente, Quem criou Deus e se Ele não existir?, Teologia Sistemática, Fé e Obras, Patrística, Cosmologia, Psicologia da Religião e a Subjetividade, Os padrões do mundo e os padrões de Deus, Amor e Comunhão, Que culpa eu tenho? O pecado original e os 3 ONI’s de Deus.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Soteriologia - Eduardo C. Feltraco

SOTERIOLOGIA

Aqui abordarei 3 ênfases muito interessantes dentro da Apologética, também abordarei alguns aspectos dentro da própria Doutrina da Salvação, e darei destaque a que julgo a mais coerente com a Apologética atual hoje, também defendida por Craig. Acompanhe-me!

Soteriologia é a disciplina teológica que trata da salvação. Seu nome deriva do grego “sotería” (salvação) + “logía” (estudo). Na teologia cristã histórica, percebe-se que a salvação é tão somente pela graça divina. Diante dela o ser humano torna-se disposto a crer e confiar em Deus, passando a viver na dependência dessa graça. A ação do homem não tem participação na obra da salvação, isto é, não há algo de sua parte que colabore com a sua própria redenção, ela é ação unilateral de Deus.

1. Graça: É o poder dinâmico de Deus que provêm imerecidamente para capacitar o homem a desejar e fazer a Sua vontade (Fp.2:13; Ico.1:4,5; IITm.1:9; Tg.1:18; IICo.3:5; Hb.13:21; Is.26:12; Jr.10:23; Pv.16:9; 20:24; ICo.15:10).


2. Predestinação: É o conselho ou decreto de Deus concernente aos homens decaídos, incluindo a eleição soberana de uns e a justa reprovação dos restantes (Rm.8:29,30; 9:11‐24; Ef.1:5,11). Os dois aspectos da predestinação são:
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Nível 4
Cientificismo, Naturalismo e Uniformitarismo, Metafísica e Metapsicologia, Psicanálise Cristã, Porque Deus permite o mal e o sofrimento?, Enigmas ateístas, Mitologia, Inconsciente ateísta e a psicopatologia, Criacionismo x Evolucionismo, Biologia e a sincronia.
Nível 5
Teoria do Design Inteligente, Quem criou Deus e se Ele não existir?, Teologia Sistemática, Fé e Obras, Patrística, Cosmologia, Psicologia da Religião e a Subjetividade, Os padrões do mundo e os padrões de Deus, Amor e Comunhão, Que culpa eu tenho? O pecado original e os 3 ONI’s de Deus.



segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Existens moralibus ratio - Eduardo C. Feltraco

Em nosso meio na academia de filosofia, uma coisa impossível é: não nos depararmos com a ontologia e com a epistemologia. É sabido que a epistemologia exaltou muito o ser humano (Nietzsche), até o denominou senhor da natureza (Bacon) – mas a controvérsia racional também é favorável que a totalidade do mal ficou as custas do ser humano, é de fato uma realidade. A ontologia, ao falar, contempla Deus em seu conceito como uma perfeição imutável, totalmente bom e amável; o que designou o ser humano à buscar respostas e razões desta questão.

Hoje muitos subjetivistas e relativistas não aceitam uma moral absoluta. Ora, uma verdade é, que mesmo existindo uma moral absoluta, a subjetividade é um argumento em favor de Deus - assim sendo, uma moral divina, filosoficamente tem de ser perfeita (Plantinga); humanamente somos falhos e diversificados (epistemologia jurídica e genética – por ser nossa natureza imperfeita), impossível de sugar a perfeição moral e agradável de um Ser divino. Estudo, ensino, disciplina, currículos e ideias diversificam o que cada um vai conseguir e vai poder sugar dessa moral (objetiva) para completar a sua existência, nos conduzindo para a experiência da vida, pois de fato não nascemos sabendo (Piaget). Como sendo imperfeita nossa capacidade moral, sugaremos dela (moral objetiva) parcelas diferentes e em áreas diferentes - isso que nos faz diferentes e diversificados, subjetivos. Não podemos criar algo a partir do que nos criou (hilemorfismo cartesiano); mesmo assim vemos a moralidade absoluta presente, sem sermos predeterminados por uma justa causa extremamente divina e escrava (Heidegger) como nos propõe alguns neo-ateus. A subjetividade moral e relativa, não pode assim, negar a moral absoluta – ao contrário, é um passo para ela.

Se Deus não existe, não pode ser culpado pelo mal. Como sabemos que existe o mal, isso faz com que o ser humano seja culpado por ser mal, por ser condenado a ser livre (Sartre). A culpa do mal é do ser humano. Se existir um Deus, ele deve ser perfeitamente bom (Clóvis de Barros Filho).

Podemos classificar as prerrogativas assim:

1 - A moral divina é perfeita e absoluta;
2 - O ser humano por ser imperfeito não pode sugar uma totalidade moral absoluta, somente partes dela;
3 - Cada um consegue sugar algumas coisas dessa moral absoluta, o que lhe torna um ser único e diferente dos outros;
4 - Se isso nos torna subjetivos e diferentes, a moral absoluta não prende ninguém, aliás, é um argumento em favor de um Deus amoroso, pois permite a diversidade e a liberdade.


Eduardo C. Feltraco
18/01/2016
Teologia - FSTN
Psicologia e Psicanálise - UNIJUI

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Os bilhões de anos - Eduardo C. Feltraco



O ajuste preciso nesse sentido neutro e algo incontroverso e bem estabelecido. Os físicos tem diversos exemplos de ajuste preciso. Antes de compartilhar alguns, permita-me lhe dar alguns números para que possa sentir a sofisticação desse ajuste preciso. O número de segundos em toda a história do universo e cerca de 10 na 17 (ou seja, o número 1 seguido por dezessete zeros: 100.000.000.000.000.000). Afirma-se que o número de partículas subatômicas em todo universo é cerca de 10 na 8 (o número 1 seguido por oitenta zeros). Tais números são tão grandes que são simplesmente incompreensíveis. Agora, com esses números em mente, considere os seguintes exemplos de ajuste preciso. A chamada força fraca, uma das quatro forças fundamentais da natureza, que opera dentro do núcleo de um átomo, é algo tão precisamente ajustado que uma alteração em seu valor que fosse de uma parte em 10 na 100 teria impedido a existência de vida no universo! De modo semelhante, uma alteração na chamada constante cosmológica, que dirige a aceleração da expansão do universo, que fosse de uma parte em 10 na 120 teria resultado em um universo onde a vida não seria possível. O ajuste preciso aqui está além da compreensão.

Ter uma precisão de sequer uma parte em 10 na 60 é como mirar com um revolver em direção ao outro lado do universo observável, distante à 20 bilhões de anos-luz, e acertar um alvo de 1 polegada! Os exemplos de ajuste preciso são tantos e tão variados que é improvável que eles desapareçam com o avanço da ciência. Quer gostemos ou não, o ajuste preciso é somente um fato da vida que é cientificamente bem consolidado. Quando consideramos a hipótese de existirem universos controlados pelas nossas leis da natureza, quase todos eles não permitem a existência de vida. Logo, são praticamente nulas as chances de que um universo escolhido aleatoriamente fora desse grupo permitisse a existência de vida.

O conhecido escritor irlandês C.S. Lewis, no livro God in the Dock (Deus no Banco dos Réus), diz o seguinte: “Se o sistema solar veio a existir devido a uma colisão acidental, então, o aparecimento da vida orgânica neste planeta também foi acidental, e toda a evolução do homem foi acidental também. Se este é o caso, todos os nossos pensamentos presentes são meros acidentes - acidentes criados pelo movimento dos átomos. E isto é valido tanto para os pensamentos dos materialistas e astrônomos como para qualquer outra pessoa. Mas, se os seus pensamentos - isto é, do materialista e do astrônomo - são meramente produtos acidentais, por que deveríamos crer que eles são verdadeiros? Eu não vejo razão para crer que um acidente possa dar a explicação correta do porquê de todos os demais acidentes”. O exemplo da bomba, quando ela explode, produz muito calor. Com o passar do tempo, esse calor produzido inicialmente se dissipa, ficando apenas um pequeno calor residual. Esta temperatura residual encontrada no universo tem sido utilizada para calcular a sua idade. Em 1965, Amo Penzias e Robert Wilson detectaram um sinal vindo de todas as direções do espaço. Este sinal, observado no comprimento de onda de 7,35 cm, possuía um espectro de radiação idêntico ao de um corpo negro. A temperatura correspondente a esta radiação era de 2,726 Kelvins (aproximadamente 270° Celsius abaixo de zero). Baseada nesta descoberta, a temperatura do espaço tem sido medida pelos dois satélites já mencionados, COBE e WMAP. Este último produziu uma imagem com precisão 35 vezes maior que a produzida pelo COBE e com temperaturas avaliadas entre 2,7249 Kelvins a 2,7251 Kelvins.

Atualmente, esta radiação de fundo não é mais considerada como luz vinda diretamente do big bang, mas sim luz proveniente do universo quando este já havia esfriado a uma temperatura de 3.000°C, cerca de 300.000 anos após o big bang. Numa temperatura como esta, átomos são formados a partir de um estágio inicial de partículas subatômicas carregadas numa forma de plasma. Esta temperatura se faz crucial para a teoria pelo fato de a luz ser radiação eletromagnética e o plasma ser um meio opaco. Haveria necessidade de este plasma se condensar em matéria para que o universo se tornasse “transparente”. Segundo esse modelo cosmológico, a temperatura durante o período inflacionário (que durou aproximadamente 0,000000000 00000000000000000000001 segundo) foi de 10 na 19 Kelvins (ou 1 com mais 19 zeros). 100 segundos após o período inflacionário, a temperatura do universo teria caído para 109 Kelvins. Isto e um esfriamento de 100.000 trilhões de graus por segundo! Durante estes 100 segundo inicial, de acordo com a teoria, teria ocorrido a formação dos elementos químicos deutério (2H) e hélio (4He2). No final do período da fixação da radiação de fundo, o universo estaria com uma temperatura de 107 Kelvins.

Sabemos que a temperatura atual é de aproximadamente 3 Kelvins, medida pela radiação de fundo. Portanto, o universo teria experimentado um processo de resfriamento extremamente acentuado nos seus primeiros 10 mil anos de existência, segundo esta teoria (temperatura inicial superior a 10 na 19 Kelvins caindo para 104 Kelvins em 10.000 anos). Isto significa uma dispersão de calor da ordem de 10 na 15 Kelvins em média, por ano, durante os primeiros 10.000 anos de vida do universo!

Comecemos com o número de átomos existentes no universo, pois a vida é feita de matéria conhecida (átomos). O número aceito de átomos no universo é da ordem de 10 na 80 (o número um seguido 80 zeros). Precisamos agora definir outros dois fatores: o tempo desde o início até hoje e o número de interações atômicas por segundo por átomo. O tempo de 13,7 bilhões de anos seria equivalente a 4,32 x 10 na 17 segundos. Vamos arredondar para 10 na 18 (o que seria equivalente a cerca de 30 bilhões de anos — mais que o dobro da idade atualmente aceita). Para o número de interações atômicas por segundo por átomo, vamos assumir 10 na 12, o que é um valor extremamente generoso e que inclui também a parte cinética das reações químicas. Vamos assumir também que cada interação atômica sempre produz uma molécula. Portanto, 10 na 8 x 10 na 18 x 10 na 12 nos daria o número de 10 na 110 moléculas únicas que teriam se formando desde o início do universo até hoje (usando a idade de 30 bilhões de anos), afinal, seriam 13 ou 30 bilhões de anos? Confusa esta questão!

Vários trabalhos de origem teórica, mas baseados em fatos experimentais tridimensional, indicam que cerca de 50% do agrupamento de aminoácidos deve estar uma proteína especificado de forma correta, tendo uma ordem correta. Se considerarmos uma proteína de 200 aminoácidos, o número de tentativas randômicas seria de 20 na 100 ou 10 na 13u (1,268 x 10 na 130). Estamos considerando que dos 200 aminoácidos, apenas a metade, 50%, deve estar na ordem correta. Compare este valor, 10 na 130, com o número máximo de interações desde o início do universo até hoje, 10 na 110 (considerando um universo com 30 bilhões de anos e não com 13,7 bilhões). Expressado por este cálculo:



Mesmo fazendo com que as suposições sejam as mais favoráveis ao naturalismo, a estatística mostra a impossibilidade. Em outras palavras, como seria possível, dentro de uma lógica cientifica, aceitar um evento onde uma geração espontânea tenha ocorrido? As possibilidades são contra!  Sendo que a probabilidade de uma geração espontânea, do ponto de vista estatístico, não existe, a proposta criacionista torna-se ainda mais evidente. Se algo não pode ocorrer naturalmente é porque foi criado. O argumento é simples e direto.

Eduardo C. Feltraco
19/11/2015
Direitos reservados pela CRKP® - Genética Humana/UNIJUI


Referências:

Hubert P. Yokey, A Calculation of the Probability of Spontaneous Biogenesis by Information Theory, Journal ofTheorical Biology, 67,1978, p. 377-398.

Estes cálculos apareceram na publicação de Fred Hoyle e N.C. Wickramasinghe, Evolution from Space, J.M. Dent, London, 1981.

Estes cálculos se encontram no livro do Prof. Dr. Werner Gin, In the Beginning Was Information, Christliche Literatur-Verbreitung e.V., 1997, p. 170-205.

James Perloff, Tornado in a Junk Yard: The Relentless Myth of Darwininsm, Refuge Books, 1999, p. 63-64.

Klaus Dose, The Origin of Life: More Questions Than Answers, Interdisciplinary Science Review, Vol. 13, N°4,1988, p. 348.

Carl Sagan, F. H. C. Crick, L. M. Muchin, Communication and Extraterrestrial Intelligence (CETI) de Carl Sagan, ed. Cambridge, MA, MIT Press, p. 45-46.


M. Fugika, C.J. Hogan e P. J.E. Peebles, The Cosmic Baryon Budget, Astrophysical Journal, 503, 1998, p. 518-530. Ver também C.W. Allen, Astrophysical Quantities, 3a edicao, University of London, Athlone Press, 1973, p. 293.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A igreja Católica realmente foi obscura para a ciência? - Eduardo C. Feltraco


       Quero começar aqui expressando a minha defesa da igreja, em seu período construtivo, atenuando minha denominação Protestante, em não fazer rixas por eu ser um Evangélico, se algum Católico se incomodar, saiba, estou defendendo os princípios de Cristo, e a importância da religião para a ciência. Caso não se sentirem satisfeitos, lembrem-se: não existe fé católica ou fé protestante, a única fé devida, é no Senhor e Salvador Jesus Cristo. Vamos ao ponto...

A primeira Universidade do mundo Ocidental foi a de Bolonha (1158), na Itália, que teve a sua origem na fusão da escola episcopal com a escola monacal camaldulense de São Félix. Em 1200 Bolonha tinha dez mil estudantes (italianos, lombardos, francos, normandos, provençais, espanhóis, catalães, ingleses germanos, etc.). A segunda, e que teve maior fama foi a Universidade de Paris, a Sorbone, que surgiu da escola episcopal da Catedral de Notre Dame. Foi fundada pelo confessor de S. Luiz IX, rei de França, Sorbon. Ali foram estudar muitos grandes santos como Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier e São Tomás de Aquino. A universidade de Paris (Sorbonne) era chamada de “Nova Atenas” ou o “Concílio perpétuo das Gálias”, por ser especialmente voltada à teologia.

O documento mais antigo que contém a palavra “Universitas” utilizada para um centro de estudo é uma carta do Papa Inocêncio III ao “Estúdio Geral de Paris”. A universidade de Oxford, na Inglaterra surgiu de uma escola monacal organizada como universidade por estudantes da Sorbone de Paris. Foi apoiada pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254) em 1254.

Em 1499, o Cardeal Cisneros fundou a famosa universidade “Complutense” mediante a Bula Pontifícia concedida pelo Papa Alexandre VI. Nos anos de 1509-1510 já funcionavam cinco Faculdades: Artes e Filosofia, Teologia, Direito Canônico, Letras e Medicina.

Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja. O Papa Clemente V (1305-1314) no Concilio universal de Viena em 1311, mandou que se instaurassem nas escolas superiores cursos de línguas orientais (hebreu, caldeu, árabe, armênio, etc.), o que em breve foi feito também em Paris, Bolonha, Oxford, Salamanca e Roma.

A atual Universidade de Roma, La Sapienza – onde tristemente estudantes e professores impediram o Papa Bento XVI de proferir a aula inaugural em 2008 – foi fundada há sete séculos, em 1303, pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303), com o nome de “Studium Urbis”.

Das 75 Universidades criadas de 1500, 47 receberam a Bula papal de fundação, enquanto muitas outras, que surgiram espontaneamente ou por decisão do poder secular, receberam em seguida a confirmação pontifícia, com a concessão da Faculdade de Teologia ou de Direito Canônico. (Sodano, 2004).

Só na França havia uma dezena de universidades: Montepellier (1125), Orleans (1200), Toulouse (1217), Anger (1220), Gray, Pont-à-Mousson, Lyon, Parmiers, Norbonne e Cabors. Na Itália: Salerno (1220), Bolonha (1111), Pádua, Nápoles e Palerno. Na Inglaterra: Oxford (1214), nascida das Abadias de Santa Frideswide e de Oxevey, Cambridge. Além de Praga na Boêmia, Cracóvia (1362), Viena (1366), Heidelberg (1386). Todas fundadas pela Igreja. Como dizer que a Idade Média cristã foi uma longa “noite escura” no tempo? As universidades medievais foram centros de intensa vida intelectual, onde os grandes homens se enfrentavam em discussões apaixonadas nos grandes problemas. E a fé era o fermento que fazia a cultura crescer. As universidades atraíam multidões de estudantes, da Alemanha, Itália, Síria, Armênia e Egito. Vinham para a de Paris chegavam a 4000, cerca de 10% da população.
                Para fundamentar brevemente, quero enfatizar sobre o método científico e seu tripé, o qual deve estar sendo um fato, sempre respeitando o método empírico na filosofia da ciência. Pois como Descartes nos trouxe o método cartesiano, o que foi importante para a ciência hoje, a dúvida metódica de nos fazer pensar que o real científico é um fato, o que é de menos tem de haver seu oposto à ser mais, não há positivo sem existir negativo, somos imperfeitos, logo é necessário nesse método existir um Ser Perfeito.

Ciência é um conjunto de conhecimentos empíricosteóricos e práticos sobre a natureza, produzido por uma comunidade global de pesquisadores fazendo uso do método científico, que dá ênfase à observação, explicação e predição de fenômenos reais do mundo através de experimentos. Dada a natureza dual da ciência como um conhecimento objetivo e como uma construção humana, a historiografia da ciência usa métodos históricos tanto da história intelectual como da história social. Traçar as exatas origens da ciência moderna se tornou possível através de muitos importantes textos que sobreviveram desde o mundo clássico. Entretanto, a palavra cientista é relativamente recente - inventada por William Whewell no século XIX.

Anteriormente, as pessoas investigando a natureza chamando a si mesmas de filósofos naturais. Enquanto as investigações empíricas do mundo natural foram descritas desde a antiguidade clássica (por exemplo, por Tales de Mileto e Aristóteles); o método científico ter sido usado desde a Idade MédiaRobert Grosseteste e Jean Buridan o surgimento da ciência moderna é geralmente traçado até a Idade Moderna, durante o que é conhecido como Revolução Científica que aconteceu nos séculos XVI e XVII na Europa.

Métodos científicos são considerados como sendo fundamentais para a ciência moderna que alguns - especialmente os filósofos da ciência e cientistas - consideram investigações antigas da natureza como sendo pré-científica. Tradicionalmente, historiadores da ciência têm definido ciência sendo suficientemente abrangente para incluir essas investigações.

Galileu Galilei (1564 — 1642) é o fundador da ciência moderna e o teórico do método científico e da autonomia da pesquisa cientifica. O método científico de Galileu está contido especialmente em duas obras: “O ensaiador”, que dedicou a seu admirador e amigo o papa Urbano VIII, publicado em 1623. E, nos “Discursos e demonstrações matemáticas sobre duas novas ciências”, de 1638. Francis Bacon (1561 — 1626) Mostrou a importância da experimentação para a aquisição dos conhecimentos científicos;

Assim descreveu João Paulo II, na Fides et Ratio (1998, n. 91), o cenário pós-moderno: As correntes de pensamento que fazem referência à pós-modernidade merecem adequada atenção. Segundo algumas delas, de fato, o tempo das certezas teria irremediavelmente passado, o homem deveria finalmente aprender a viver num horizonte de ausência total de sentido, sob o signo do provisório e do efêmero. Muitos autores, na sua crítica demolidora de toda a certeza e ignorando as devidas distinções, contestam inclusivamente as certezas da fé. Mesmo em meio a este contexto, a postura da Igreja Católica diante das ciências é de apreço e entendimento.

Vejamos o que nos diz o Concílio Vaticano II (GS 44): A experiência dos séculos passados, o progresso das ciências, os tesouros escondidos nas várias formas da cultura humana, pelos quais a natureza do próprio homem se manifesta mais plenamente e se abrem novos caminhos para a verdade, são úteis também à Igreja. O mesmo Concílio defende a justa autonomia das realidades terrestres, afastando qualquer temor neste campo. Dedica, para isso, uma atenção especial com as seguintes palavras:  Se por autonomia das realidades terrestres entendemos que as coisas criadas e as mesmas sociedades gozam de leis e valores próprios, a serem conhecidos, usados e ordenados gradativamente pelo homem, é necessário absolutamente exigi-la. Isto não é só reivindicado pelos homens de nosso tempo, mas está também de acordo com a vontade do Criador. Pela própria condição da criação, todas as coisas são dotadas de fundamento próprio, verdade, bondade, leis e ordem específicas. O homem deve respeitar tudo isto, reconhecendo os métodos próprios de cada ciência e arte. Portanto, se a pesquisa metódica, em todas as ciências, proceder de maneira verdadeiramente científica e segundo as leis morais, na realidade nunca será oposta à fé: tanto as realidades profanas quanto as da fé originam-se do mesmo Deus. Mais ainda: Aquele que tenta perscrutar com humildade e perseverança os segredos das coisas, ainda que disto não tome consciência, é como que conduzido pela mão de Deus, que sustenta todas as coisas, fazendo que elas sejam o que são [...] (CONCÍLIO VATICANO II, GS 36).

A finalidade principal da ciência é a busca da verdade [...], uma busca que deve ser livre diante dos poderes políticos e econômicos; a verdade científica, portanto, é como qualquer outra verdade, devedora somente a si mesma e à suprema Verdade que é Deus criador do homem e de todas as coisas (JOÃO PAULO II apud BENTO XVI, 2010, p. 23-24).

O Papa Bento XVI propõe, por sua vez, uma renovada relação entre fé e ciência, uma relação de autonomia e distinção. Lembra, no entanto, que “distinção não significa separação ou estranhamento, significa que a distinção entre os campos do saber não é entendida como oposição” (BENTO XVI, 2010, p. 50-51).

Existem pontos de encontro entre ambas. Tanto uma como a outra colaboram para o conhecimento, quer por meio das capacidades racionais quer por meio do crer a uma fonte que na fé cristã é o Deus Revelador e Comunicador. Existe uma contribuição que uma confere à outra e vice-versa. Para isso, Bento XVI (2010, p. 54) cita o Papa João Paulo II: “A ciência pode purificar a religião do erro e da superstição, a religião pode purificar a ciência da idolatria e dos falsos absolutos”. Deve haver sempre um cuidado para não cair em reducionismos. “Todo reducionismo epistemológico acaba num reducionismo antropológico”, lembra Bento XVI (2010, p. 55). É indispensável travar um diálogo entre ciência e fé, entre ciência e religião, além das trincheiras (Cf. AGOSTINI, 2010, p. 146-147). “Quando seus dados são bem compreendidos, longe de se opor, elas se completam harmoniosamente” (POUPARD, 1982, p. 11).

Cabe assumir sempre o princípio de humanidade (Cf. GUILLEBAUD, 2008), numa defesa da vida que, para os cristãos, está no centro da mensagem do próprio Evangelho. O diálogo com as ciências humanas pode ser altamente benéfico, já que não se deteria numa ideia apenas. Permanece, por isso, a possibilidade de aprisionamento na unilateralidade da razão, na medida em que esta busca a “construção de uma visão coerente, totalizante do universo, a partir de dados parciais, de uma visão parcial, ou de um princípio único”, segundo o que afirma Edgar Morin (1984, p. 205).

Outro aprisionamento é o de achar que, ao partir desta ou daquela ciência, “aquilo que seus instrumentos não conseguem apreender não existe” (MORIN, 1984, p. 54). “Necessário se faz que as ciências humanas rompam com o paradigma disjuntivo para dar conta de outras dimensões da realidade humana, igualmente significativas, como o não organizado, o cotidiano e as manifestações do imaginário, resgatando, assim, como sugere Goldmann, o seu aspecto filosófico” (LOURENÇO, 2000, p. 32) para poderem ser portadoras de verdade. Segundo Aristóteles, “todos os homens desejam saber” (apud JOÃO PAULO II, 1998, n. 25), sendo a verdade o objeto próprio desse desejo.

Nessa busca de saber mais, em direção à verdade, as ciências humanas podem trazer uma inestimável contribuição. A Psicologia nos faz adentrar na interioridade da pessoa e compreender melhor as suas potencialidades e os condicionamentos que nela subsistem. A Sociologia nos faz compreender o ser humano no seu contexto social e cultural e como realiza as suas opções. A Medicina desperta a nossa atenção para a vasta problemática da vida quer humana quer de todos os seres vivos, urgindo o desenvolvimento da Bioética. A Pedagogia aponta para o poder da educação e o desenvolvimento do humano. Ao ser anunciada hoje, a mensagem do Evangelho não pode descartar as categorias atuais advindas das ciências humanas e sociais (Cf. CONCÍLIO VATICANO II, GS 62).

Estas podem prestar um serviço à vocação teológico/espiritual e evangelizadora da Igreja. O clima é de diálogo, assim explicitado pelo Concílio Vaticano II (GS 62): Sejam suficientemente conhecidos e usados não somente os princípios teológicos, mas também as descobertas das ciências profanas, sobretudo da psicologia e da sociologia de tal modo que também os fiéis sejam encaminhados a uma vida de fé mais pura e amadurecida.

As ciências merecem uma atenção constante e mesmo necessária, pois o ser humano é o centro de interesse comum. A espiritualidade, junto com o todo da Teologia com suas áreas afins, é chamada a um encontro dialogal com as ciências humanas (e as demais também). Abre-se a possibilidade e mesmo a necessidade de um enriquecimento mútuo, sem abdicar da interpelação mútua.

Afugente-se qualquer pretensão de autossuficiência de qualquer das partes. Importa, para isso, abraçar sempre uma visão integral do ser humano, tendo como pano de fundo um paradigma integrador e humanizador (ANDRÉS, 1999, p. 16-18), aberto a todas as dimensões, incluindo a transcendência, num abraço de toda a criação.


          Minha conclusão é na verdade uma pergunta: a igreja Católica realmente foi tão ruim assim como muito ateus e até protestantes afirmam? Sei e afirmo também que a sua época da “sombra” foi terrível, não nego e nem fujo deste contexto, porém, nada que a prática do comunismo hoje e na antiguidade, não enterre todas as mortes feitas pelo clero. Contudo, que instituição ajudou e financiou mais a ciência que a igreja? De tamanha proporção, nenhuma. 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A importância da espiritualidade religiosa para a terapia - Eduardo C. Feltraco


A importância da espiritualidade religiosa para a terapia

A espiritualidade não se resume nada mais e nada menos que a busca de respostas e questões intrigantes da vida, com seus significados e relações, diferenciando o sagrado e o profano. Em direção ao ponto podemos ter a total certeza em afirmar que, a motivação da espiritualidade compõe-se com certa de 80% da parcela de cura de dependentes químicos e demais necessitados que estão envolvidos numa CT (comunidade terapêutica), conforme filiações ligadas à Harvard e a Oxford, tais como FEBRATEC, FETEB, CRUZ AZUL e FENNOCT, ambas sem exceção religiosas com o foco enorme na ajuda espiritual ao paciente.
O estudo da Bíblia viabiliza a existência das CT’s, pois a fé cristocêntrica envolve uma série de aspectos psíquicos, como a utilização instrumental cognitiva, contextualiza no córtex pré-frontal, fazendo com que o indivíduo possa normalmente voltar a realizar suas tarefas normais, fazendo desse aspecto psíquico uma relação pulsional recebida do lobo parietal que é responsável por sugar essas emoções que deixam traços bioquímicos. Chamamos isso de emoções positivas secundárias, onde mais a frente explicarei a relação conexa dessas emoções com o incentivo da Palavra de Deus, fazendo em si um Imago Dei.
Sabemos pelo caso de Phineas Cage que o lobo frontal exibe a moral biológica não evoluída em um paciente com traumas e com dependências químicas. Esse concerto onde o nosso cérebro é conexo com nossa psyché enfatiza a área funcional de Lúria, onde nossos lobos cerebrais agem em harmonia como um órgão social. Interessante enfatizar que este mesmo não evoluiu, em seus três aspectos (regula, obtém e programa) houve sim um desenvolvimento, não de um significado evolutivo, mas uma plasticidade neural que ocorreu através dos diferentes estímulos que temos hoje.
Afirma o Dr. Jorge Maldonado, então, uma relação da Palavra de Deus, na questão espiritual para a ajuda de um paciente vinculado a uma CT: “O facilitador pastoral de intervenção em crises deve estar preparado para envolver-se com perguntas sobre a FÉ e ASSUNTOS DE SIGNIFICADO ÚLTIMO: a graça, os valores, o sentido da existência, enfim sobre a vida e morte.” Estas questões devem ser tratadas com o maior respeito. Afirma também outros aspectos que em média mudam cerca de 93,2% em quesito de melhoria psíquica saudável, tanto cognitiva quanto social: a visão do homem e do mundo, perante um reconhecer à sua semelhança divina e seu aspecto falho e pecado; a prática do amor incondicional, um quesito divino cientificamente inexplicável por trazer caráter de acolhimento, perdão, socorro, inclusão e ações coletivas; o diálogo com Deus, uma forma de aplicar a catarse, que apazigua, baixa a ansiedade e renova o ânimo do paciente; e finalmente a reinserção social, em reconhecer que todos ao seu redor são falho e pecadores, mas que podem abertamente concertar seus erros através da figura de Jesus.
Nesse padrão cabe a nós terapeutas admitirmos o sentido e a importância da espiritualidade da religião para o bem estar de nossas queridas pessoas. Não estamos contra nenhum ateísmo ou laicidade, como vide XVIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos inciso IV e parágrafo primeiro do art. 44 do Código Civil, devemos aproveitar, logo assim, essa laicidade. Em questão de farmacologia, não podemos comparar com o poder da espiritualidade, para a recuperação desses seres que necessitam de amor e acolhimento, pois a medicina ainda não conseguiu chegar perto, da transformadora renovação de vida, que a espiritualidade judaico-cristão influiu positivamente sobre nossos pacientes. Sim, uma vida espiritual e religiosamente controlada, sem âmbito de fanatismo, contribui em grande e larga escala nestas formas de recuperação, afirma Jung.
 Em suma concordância, ao me deparar com cenas e centenas de casos, a espiritualidade não é uma forma de apelo da ciência, e sim uma forma de reconhecimento, trazendo a humildade, em saber que nosso sujeito psíquico, não é um ser biológico, mas sim intemporal e metafísico. A Palavra de Deus em seus sentido moral e animador ao paciente, carrega o poder que transforma os homens, que transformam o mundo e, reciprocamente, ou, semelhantemente a um bumerangue, transformam a si mesmo. A Palavra é como um bisturi, pode ferir mas pode curar, derrubar e animar, condenar e anunciar perdão, pode criar novos aprendizados e novos caminhos a seguir, rumo a Imago Dei.

"Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.
Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Mateus 11:28-30.


CPPC – Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos - 50.681.071/0001-75.
Eduardo C. Feltraco



Fontes:

1 - Assim foi criada a Comissão de Direito e Liberdade Religiosa, tendo como norte a defesa de liberdades públicas, em especial o direito fundamental à liberdade de consciência, de crença e de culto, previstos nos incisos VI e VII do art. 5º da Constituição da República Federativa do Brasil além de presentes como direitos universais do homem no art. XVIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos, caracterizando-se como uma das mais importantes liberdades públicas, agregando-se, ainda, o direito à organização religiosa previsto no inciso IV e parágrafo primeiro do art. 44 do Código Civil.
2 - Berne, E. "Trading Stamps", Transactional Analysis Bulletin, 3:127, Abr. 1964.
3 - 100 bilhões de neurônios, capítulo 20.
4 - ANVISA, 2003. RDC nº 101.
5 - DSM-IV. Porto Alegre, 2000, p. 172-3.
6 - Dalgarrondo, P. Psicopatologia e transtornos, 2000, p. 212.
7 - Gomes, CMA, 2002. p.35-107.
8 - Mediação do aprendizado, Vygotsky. 2008, p.212.
9 - Kevitz, ER. Vivendo com propósitos, a resposta cristã para o sentido da vida. 2003.
10 - Castro, SAP. O poder oculto da palavra. 1992, p. 145. FEUEC, mestre em educação.